UM NOVO OCEANO PODE ESTAR SURGINDO NA ÁFRICA DIVIDINDO O CONTINENTE EM DOIS – rosarioitanews

UM NOVO OCEANO PODE ESTAR SURGINDO NA ÁFRICA DIVIDINDO O CONTINENTE EM DOIS

Estudos indicam que abertura de fenda de 60 quilômetros no deserto da Etiópia é uma das provas de que Mar Vermelho se expandirá pela região de Afar, dividindo continente.
Um novo oceano está surgindo na África. Acreditava-se que ele seria fruto de um processo que levaria entre 5 e 10 milhões de anos para ocorrer. Mas novas descobertas científicas apontam que isso pode acontecer antes do previsto.
Pesquisadora da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, Cynthia Ebinger estuda o tema desde os anos 1980 e se tornou referência no assunto. A geocientista está atenta ao assunto desde o fim dos anos 1980. Em 1998, publicou na Nature seu artigo de maior repercussão no meio científico, citado mais de 900 vezes por seus pares: Cenozoic magmatism throughout East Africa resulting from impact of a single plume (“Magmatismo do Cenozoico em toda a África Oriental resultante do impacto de um único ponto quente”, em livre tradução para o português). No estudo, analisou a ação de magma no planalto etíope com um modelo que pode ser expandido para a ação de vulcanismo por toda a África Oriental, o que ocorre há 45 milhões de anos.
Na verdade, não se tratará exatamente de um novo oceano, apesar de comumente chamarmos assim. A principal evidência para a teoria vem de um evento colossal ocorrido em 2005. Em setembro daquele ano, 420 terremotos sacudiram o solo de uma área de deserto na Etiópia.
No processo, foi aberta uma fenda de 60 quilômetros de extensão na região de Afar, em uma das áreas mais inóspitas do planeta.
Ela calcula agora uma estimativa de menos de um milhão de anos para formar o novo oceano, a partir das águas do Mar Vermelho. “Mas também pode ocorrer um grande terremoto que acelere ainda mais”, diz. “O problema é que a ciência atual não consegue prever com precisão eventos como erupções vulcânicas e terremotos.” “Há objetivos mais imediatos, como ajudar a aprimorar a forma como nos preparamos para nos defender (dos fenômenos da natureza)”, conclui Ebinger.
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