Na última terça-feira (1/9), André Mendonça tornou público material da Polícia Federal relacionado a mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Moraes não aparece formalmente como investigado. Entre os pontos do conteúdo divulgado está o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF.
Depois da medida relacionada ao material produzido por policiais federais, Alexandre de Moraes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatórios da PF que teriam apontado “fortes indícios” de irregularidades atribuídas a André Mendonça na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Moraes adotou a iniciativa na quinta-feira (3/9), no âmbito do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news. Ele também retirou o sigilo da decisão e dos documentos citados e determinou que a Procuradoria-Geral da República fosse informada sobre o caso.
Na sequência, Mendonça encaminhou a Fachin um pedido para afastar Moraes em meio aos desdobramentos do caso Master.
No dia 8/9 a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para referendar a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções.
Hoje, 09/09, o ministro Flávio Dino criticou com severidade a ordem de suspensão das atividades de inteligência da Polícia Federal e o afastamento de seus dirigentes e decidiu reconduzir Andrei Augusto Passos Rodrigues ao cargo de Diretor-Geral da PF e Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial. Na sua decisão enfatizou que a Inteligência Policial constitui atividade essencial ao Sistema Único de Segurança Pública e não pode ser suspensa por decisão de um único magistrado, sob pena de inviabilizar o trabalho legítimo de dezenas de outros integrantes do Poder Judiciário.
A ver os próximos passos com as decisões do Presidente do STF Edson Fachin.
Da Redação – Dito Ballio

