RECUPERAÇÃO DA SAÚDE EM UM ANO DO GOVERNO LULA – rosarioitanews

RECUPERAÇÃO DA SAÚDE EM UM ANO DO GOVERNO LULA

By Rosário FM jan5,2024 #saude #sus #vacina

Deputado federal pelo PT-BA, Jorge Solla explica como Bolsonaro destruiu o setor e mostra o que o governo Lula já conseguiu corrigir em apenas um ano de trabalho
Solla ressaltou que, além de ter sido um dos países que mais perderam vidas para a Covid-19, com mais de 700 mil vítimas, o Brasil regrediu, desde o golpe de 2016, em praticamente todos os indicadores de saúde, como mortalidade materna e infantil, ocorrência de doenças preveníveis e taxa de cobertura vacinal.
“Além disso, o Ministério da Saúde perdeu seu papel de liderança. O Sistema Único de Saúde (SUS) é formado pelo conjunto dos entes federados (municípios, estados e União), cada um com uma parcela de responsabilidade e atribuições. O ministério sempre foi o farol desse sistema, como articulador, organizador e principal financiador. Nesses anos de trevas do governo anterior, tudo isso se perdeu”, lamentou.
E isso ocorreu porque houve cortes gigantescos de investimentos e custeio, além da perda de credibilidade. No governo Bolsonaro, a renovação da frota do Samu, que antes ocorria a cada cinco anos, foi interrompida. E mais de 4 mil serviços de saúde criados por estados e municípios nesse período ficaram sem receber verbas do governo federal. “São hospitais, policlínicas, postos de saúde, equipes de Saúde da Família, CAPs, unidades do Samu. No meu estado, a Bahia, oito grandes hospitais regionais e 27 policlínicas estavam somente com financiamento estadual”, exemplificou.
Após um ano de governo Lula, a situação já mudou muito, garantiu Solla. Nos dois exemplos acima, o governo federal já agiu. A frota do Samu está sendo reposta — em 2024, serão 1.800 novas viaturas — e todos os novos serviços foram incorporados ao financiamento do Ministério da Saúde.
Sem falar no Novo PAC, que financiará vários equipamentos, e nos diversos programas que haviam sido desmontados e já foram retomados, como o Farmácia Popular, o Mais Médicos e o Programa Nacional de Imunizações. E todos voltaram ampliados e melhorados. “Isso porque nós vamos reconstruir, mas não vamos nos conformar em apenas voltar a 2016. Estamos reconstruindo para fazer ainda mais e melhor do que nós tínhamos”, disse o parlamentar.
Desafio é maior na vacinação
Segundo Solla, porém, Bolsonaro causou uma destruição que está mais difícil de superar: o ataque às vacinas, que fez despencar a taxa de cobertura vacinal no país. “O retrocesso que o governo Bolsonaro fez na vacinação foi de 30 anos. As coberturas vacinais retroagiram à década de 1990.” Segundo ele, municípios que tinham cobertura vacinal de 95%, estão com índices de 45% ou 50%, ameaçando o país a conviver mais uma vez com doenças erradicadas décadas atrás, como sarampo e poliomielite.
Reverter esse quadro é mais complexo porque passa por um processo de reeducação da sociedade e combate ao discurso que a extrema direita insiste em manter. “Recuperar cultura, credibilidade, exige investimento de maior fôlego. Infelizmente, essa turma transformou o discurso antivacina numa forma de dividendo político eleitoral. Isso é algo irresponsável, criminoso”, disse.

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