A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Rede Interrompida após identificar um esquema de recrutamento interestadual focado na organização de um suposto ataque em Brasília durante o período eleitoral de 2026, informa Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
As apurações levadas a cabo pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev) indicam que o grupo organizava ações estratégicas voltadas para a capital federal. A partir da análise de comunicações interceptadas, os investigadores constataram discussões sobre recrutamento de integrantes em diferentes unidades da Federação, seleção detalhada de alvos, formação tática e estudo de rotas, além da análise de mapas tridimensionais, plantas arquitetônicas e modelos digitais em 3D de edifícios localizados na região central de Brasília.
A PCDF revelou ainda que os alvos da investigação compartilhavam manuais instrucionais voltados para a fabricação de artefatos explosivos.
A ação ostensiva alcançou oito investigados com idades entre 19 e 31 anos e são responsáveis por disseminar ódio contra mulheres.. As diligências foram cumpridas em municípios localizados nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Segundo a corporação, as apurações tiveram início a partir de um relatório técnico fornecido pelo Ciberlab, laboratório cibernético integrado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Nesta etapa do inquérito, o Poder Judiciário expediu mandados de busca e apreensão com o objetivo de reter dispositivos eletrônicos e resguardar provas digitais essenciais. A meta das autoridades é mapear a extensão total da rede, identificar conexões ainda ocultas, compreender o nível de estruturação do grupo e individualizar a responsabilidade criminal de cada envolvido.
Até o momento, os fatos são apurados sob a suspeita dos crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações previstas na legislação antirracismo. A Polícia Civil esclareceu que os atos investigados não foram enquadrados na Lei de Terrorismo nesta fase inicial, ressaltando que eventuais novas tipificações dependerão do resultado dos laudos periciais nos materiais apreendidos e da conclusão do inquérito policial.
Com informações de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

