Os impactos causados por projetos como parques eólicos nas Comunidades do interior da Bahia. Parte 2. – rosarioitanews

Os impactos causados por projetos como parques eólicos nas Comunidades do interior da Bahia. Parte 2.

By Rosário News jul18,2025

A energia eólica não é tão limpa e os parques eólicos não geram tantos empregos como se propaga. Estes foram alguns pontos de discussão do Encontro de Impactados pelas Eólicas, que aconteceu em Juazeiro entre os dias 13 e 14 de outubro. O evento recebeu cerca de 40 pessoas, sobretudo agricultores/as de comunidades rurais de diferentes municípios do centro norte baiano, onde já existem ou que podem receber parques eólicos. A atividade foi uma promoção da Comissão Pastoral da Terra em parceria com a Misereor.

Sobre os problemas sociais causados pela instalação dos grandes aerogeradores, houve relato até de casos de pedofilia envolvendo funcionários de empresas construtoras dos parques e meninas de comunidades rurais. “Um funcionário chegou a dar em cima da minha filha de 12 anos”, conta Maria de Fátima da comunidade Cabeceira do Brejo, em Bonito.

Especialista em energias renováveis, o professor Heitor Scalambrini da Universidade Federal de Pernambuco, durante sua exposição, relativizou a geração de empregos divulgada pelas empresas do setor. “A construção de um parque eólico dura em média oito meses. Depois disso, ficam apenas poucos técnicos de manutenção, a maioria dos trabalhadores é dispensada. A ideia sempre é maximizar os lucros de quem investe na construção dos parques, como fundos de investimento ou megaempresários”.

A energia eólica, embora considerada uma fonte limpa e renovável, pode gerar impactos significativos nas comunidades onde é instalada, especialmente em áreas rurais e tradicionais. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) tem denunciado esses impactos, destacando problemas como a perda de territórios, alterações no modo de vida, conflitos sociais e danos ambientais. 

  • Perda de Território e Desterritorialização:A instalação de parques eólicos pode levar à perda de terras para comunidades rurais, forçando o deslocamento e alterando seus modos de vida tradicionais. 
  • Conflitos Sociais:A chegada de grandes empreendimentos eólicos pode gerar conflitos por terra e recursos, especialmente em áreas onde a terra tem valor histórico e cultural para as comunidades. 
  • Danos Ambientais:Embora a energia eólica seja considerada limpa na produção, a instalação de parques pode causar desmatamento, erosão do solo, interferência na fauna e flora local, além de poluição sonora e visual. 
  • Impactos na Saúde:Ruídos constantes das turbinas eólicas podem causar problemas de saúde como estresse, insônia, dificuldades de concentração e dores de cabeça, afetando o bem-estar e a qualidade de vida das comunidades. 
  • Alteração na Paisagem:A presença de grandes estruturas como torres eólicas pode gerar impactos visuais significativos, alterando a paisagem e afetando a identidade cultural das comunidades. 

A CPT tem denunciado que a expansão da energia eólica, muitas vezes, não considera os impactos socioambientais e os direitos das comunidades locais, priorizando os interesses econômicos das empresas. A organização tem defendido a necessidade de um planejamento que leve em conta a participação das comunidades, o respeito aos seus direitos e a proteção do meio ambiente. 

por fim  a energia eólica, apesar de ser uma fonte de energia renovável, pode causar impactos significativos nas comunidades, especialmente em relação à perda de território, conflitos sociais e danos ambientais. A CPT tem um papel importante na denúncia desses impactos e na defesa dos direitos das comunidades afetadas. 

Fonte de Pesquisa: Comissão Pastoral da Terra – CPT e Brasil de Fato.

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