Cearense, expoente do cinema brasileiro, morre aos 98 anos no Rio de Janeiro. Barretão foi um dos grandes nomes do Cinema Novo, movimento marcado pelo realismo e pela crítica social durante a ditadura militar. Entre as obras que dirigiu ou produziu estão os campeões de bilheteria “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho”, e “O Que É Isso, Companheiro” .
Ele trabalhava na revista O Cruzeiro e foi numa viagem à Bahia pela revista que conheceu Glauber Rocha, durante as filmagens de “Barravento”. Glauber, então, o convidou para trabalhar no cinema. “O Glauber estava montando o ‘Barravento’ com o Nelson Pereira e chegou para mim: “Você tem que fotografar o ‘Vidas Secas’, não é, Nelson?’ ‘Vocês estão malucos, eu não sei fotografar a não ser com a minha Leica”, narrou. Segundo Barretão, Glauber insistiu. “‘Você vai fazer uma fotografia que ainda não foi feita no Nordeste. Todo filme, o Nordeste parece um jardim.’ Concordei com ele. ‘Eu quero mostrar a intensidade da luz, a luz como um personagem que destrói a plantação, que incomoda o homem’”, lembrou. Começava ali uma trajetória de produções que revolucionaram a linguagem audiovisual do país. Entre elas, “Vidas Secas”, clássico dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, obra fundamental do Cinema Novo.
Reportagem completa no G1
MORRE LUIZ CARLOS BARRETO

