“Com apenas dez hospitais operando com capacidade mínima em Gaza, milhares de pacientes continuam privados de cuidados de saúde”, alertou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, na rede social. Antes da guerra, Gaza tinha 36 hospitais, de acordo com dados da entidade.
“Cerca de 9 mil pacientes precisam de ser removidos urgentemente para o estrangeiro para serviços de saúde vitais, incluindo tratamento de câncer, ferimentos causados por bombardeamentos, diálise renal e outras doenças crônicas”, disse ele.
Há semanas combates violentos ocorrem no território, por vezes dentro ou próximos de hospitais em Gaza, que, ao mesmo tempo que prestam cuidados, também servem de abrigo para milhares de habitantes da região que perderam suas casas ou fogem dos combates.
Bloqueio quase total – O território está sujeito a um bloqueio quase total, e organizações como a ONU acusam Israel de não facilitar suficientemente a chegada da ajuda humanitária de que depende a maior parte dos cerca de 2,4 milhões de habitantes que ainda vivem em Gaza e estão concentrados principalmente no sul, dentro e ao redor da cidade de Rafah.
O Ministério da Saúde do Hamas anunciou neste sábado um novo número de 32.705 pessoas mortas na Faixa de Gaza desde o início da guerra e 75.190 feridas. As vítimas são principalmente mulheres e crianças.
“ANTES DE MORRER, GOSTARIA DE COMER UMA MAÇÃ OU UM PEDAÇO DE CARNE.”
“Esse é o último desejo de Hanan, que neste momento está com outros 1,4 milhões de refugiados palestinos famintos encurralados no sul de Gaza. A área está sendo bombardeada por Israel em pleno Ramadã e o mundo continua de braços cruzados. Enquanto isso, a grande mídia insiste em pintar Israel, uma das maiores potências militares do mundo, como os grandes coitados dessa história.” Essa informação está na última edição do Intercept Brasil, um dos poucos jornais do Brasil que estão denunciando essa invasão massiva da região de Rafah por Israel.
O texto continua: “Guerra é quando há exércitos lutando entre si, o que está acontecendo em Gaza e nas periferias do Brasil tem outro nome: carnificina. As consequências serão catastróficas para os palestinos caso Israel não seja impedida de continuar com essa ofensiva em Rafah. Especialistas e ativistas no mundo todo estão juntando forças para impedir que isso aconteça; enquanto a grande mídia segue na contramão. Assim Israel vai conseguir o que sempre quis, que é varrer o povo palestino para fora de seu próprio país; em pleno Ramadã, mês sagrado para os islâmicos.”
A mobilização internacional é a chave fundamental para impedir a aceleração desse genocídio. Nós do rosarioitanews nos juntamos ao Intercept Brasil e com todos os que se dispõe a denunciar e lutar pela verdade, quando as vidas de milhões estão sob ameaça.

