CÂMARA DOS DEPUTADOS RECONHECE 29 ANOS DE RESISTÊNCIA DA TV COMUNITÁRIA DE BRASÍLIA E OS 30 ANOS DA ABRAÇO BRASIL. – rosarioitanews

CÂMARA DOS DEPUTADOS RECONHECE 29 ANOS DE RESISTÊNCIA DA TV COMUNITÁRIA DE BRASÍLIA E OS 30 ANOS DA ABRAÇO BRASIL.

By Rosário News ago24,2026

A Iniciativa foi da deputada Érika Kokay do PT de Brasília e recolocou no Congresso Nacional o debate sobre comunicação comunitária, democracia e direito à voz. A homenagem aconteceu no dia 13 deste mês, com o tema: “a comunicação comunitária como instrumento de promoção dos direitos humanos, da inclusão social, da diversidade e da participação democrática”. A iniciativa também celebrou os 29 anos da TV Comunitária de Brasília e os 30 anos da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (ABRAÇO), entidade que representa uma das mais importantes experiências de organização nacional dos comunicadores populares brasileiros.

A TV Comunitária de Brasília nasceu de uma ideia simples e, ao mesmo tempo, profundamente democrática: a sociedade também tem o direito de produzir sua própria comunicação. Em uma cidade conhecida nacionalmente como centro do poder político, a TVComDF escolheu olhar para quem vive Brasília todos os dias: trabalhadores, estudantes, mulheres, população negra, comunidade LGBTQIA+, pessoas com deficiência, agricultores familiares, artistas, professores, ambientalistas, sindicalistas, movimentos populares e organizações da sociedade civil.

Durante quase três décadas, essas vozes entraram nos estúdios da TV Comunitária de Brasília não apenas para serem entrevistadas. Elas passaram a ocupar a televisão. A apresentar programas. A construir pautas. A produzir debates. A contar suas próprias histórias.

É por isso que a comunicação comunitária incomoda. Porque ela democratiza aquilo que durante muito tempo permaneceu concentrado: o direito de falar para muitas pessoas.

ABRAÇO: 30 anos defendendo o direito das comunidades à comunicação

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias completa 30 anos de existência carregando uma história marcada por mobilização, organização e resistência. Durante décadas, rádios comunitárias enfrentaram perseguições, apreensão de equipamentos e enormes dificuldades para conquistar reconhecimento legal. Mesmo assim, continuaram transmitindo.

A história da ABRAÇO é, sobretudo, a história de milhares de brasileiros que decidiram que suas comunidades também tinham direito a possuir voz própria. Érika Kokay colocou comunicação comunitária no centro dos direitos humanos. A mensagem é inequívoca: comunicação é direito humano.

Rádios e TVs comunitárias fazem parte da infraestrutura democrática do país. São espaços de combate ao racismo. De enfrentamento à violência contra as mulheres. De defesa da população LGBTQIA+. De valorização da cultura popular. De proteção do meio ambiente. De promoção dos direitos das pessoas com deficiência. De organização dos trabalhadores. De participação da juventude. De defesa dos direitos humanos.

Homenagem é reconhecimento, mas a luta continua.

Enquanto bilhões de reais circulam no mercado publicitário e grandes plataformas digitais ampliam seus lucros, centenas de veículos comunitários lutam diariamente para manter equipamentos, equipes e estruturas mínimas de funcionamento.

É preciso discutir a distribuição democrática das verbas públicas de publicidade. É preciso criar políticas de modernização tecnológica. É preciso garantir presença da comunicação comunitária nas novas plataformas digitais. É preciso reconhecer o trabalho dos comunicadores populares. E, principalmente, é necessário compreender que fortalecer a comunicação comunitária significa fortalecer a democracia brasileira.

Essa homenagem não ficou restrita aos dirigentes dessas instituições. Ela chega a cada apresentador que entrou em um estúdio comunitário. A cada radialista que ligou um transmissor. A cada cinegrafista que registrou uma manifestação popular. A cada produtor que organizou uma pauta. A cada técnico que manteve uma emissora no ar. A cada liderança comunitária que encontrou um microfone aberto. A cada jovem que participou de uma oficina de comunicação e descobriu que também poderia contar sua própria história. A cada movimento social que encontrou na mídia comunitária um espaço para apresentar suas reivindicações. São milhares de pessoas. Milhares de histórias. Milhares de vozes.

Aqui cabemos todos!

Com informações do site da Abraço Brasil

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