Morreu no sábado dia 6 de abril aos 91 anos o grande escritor e cartunista Ziraldo. Mineiro de Caratinga, começou a carreira em 1954, na “Folha da Manhã” (hoje, Folha de São Paulo), com uma coluna de humor. Se formou em Direito, em 1957. Ziraldo começou a ganhar fama nacional com os trabalhos na revista O Cruzeiro e Jornal do Brasil.
Lançou em 1960 a revista em quadrinhos “Turma do Pererê“, a primeira história em quadrinhos a cores produzida no Brasil. A obra também foi o primeiro gibi brasileiro feito por um só autor. Lançou em 1980 sua obra mais famosa, “O Menino Maluquinho“, que já vendeu mais de 4 milhões de exemplares. Com mais de 200 livros publicados, Ziraldo tem diversos outros best-sellers, como “Uma Professora Muito Maluquinha“, “Menina Nina“, “O Bichinho da Maçã” e “O Planeta Lilás.”
Ziraldo manteve uma vida política bastante ativa, sempre ligado à esquerda. Com suas charges e cartuns políticos, ele foi considerado uma das principais vozes na resistência ao autoritarismo e à opressão do regime militar, motivos pelos quais foi preso pela primeira vez em dezembro de 1968, um dia depois da publicação do AI-5 (Ato Institucional Número 5), que marcou o início do momento mais repressivo da ditadura.
Em 1970 foi preso pela segunda vez junto com quase toda a equipe de O Pasquim. “Ter podido atravessar os anos de chumbo fazendo O Pasquim foi uma dádiva. Morríamos de medo, mas fazíamos de tudo”. (entrevista à Folha de S.Paulo em 2007).
Colocamos abaixo vários dos seus trabalhos sobre Direitos Humanos.

