Nossos aparelhos eletrônicos estão alterando nosso corpo sem percebermos. Mas ainda existem algumas atitudes que podemos tomar para evitar que isso aconteça. Por BBC – 04/07/2026
- As recentes descobertas da ciência indicam que os nossos celulares e seus parceiros digitais podem alterar o formato do pescoço, prejudicar a visão, afetar a capacidade motora e reduzir a força muscular dos seus usuários.
- A “postura da cabeça para frente” pode colocar até 27 kg de pressão sobre o pescoço. Ao longo do tempo, ela pode prejudicar os discos da espinha, degenerar as juntas e os músculos e até reduzir a nossa capacidade pulmonar.
- O estresse repetitivo causa rugas. Por isso, inclinar-se para frente e dobrar o pescoço todo o tempo pode ser um problema, segundo ela.
- A incidência de miopia vem disparando há décadas. E, se considerarmos o que terá mudado na nossa vida durante período, é fácil apontar a tecnologia como sendo a culpada.
As pessoas chegam a recear que a tecnologia que dirige nossas vidas possa causar aumento das rugas e que alguns desses problemas físicos talvez gerem declínios cognitivos e outros problemas mais sérios.
Felizmente, existem algumas medidas que podemos tomar para evitar que a tecnologia prejudique o nosso corpo.
Deformação da espinha
Se você estiver lendo esta reportagem em um telefone celular, provavelmente está inclinando sua cabeça para olhar para baixo.
Esta “postura da cabeça para frente” pode colocar até 27 kg de pressão sobre o pescoço.
Ao longo do tempo, ela pode prejudicar os discos da espinha, degenerar as juntas e os músculos e até reduzir a nossa capacidade pulmonar.
Esta condição já tem um nome: “pescoço tecnológico”. E pode alterar permanentemente a aparência do nosso corpo.
Mudanças simples: posicione a tela do aparelho no nível dos olhos, idealmente à distância de um braço em relação ao rosto. O mesmo conselho se aplica aos monitores de computador.
Especialistas afirmam que intervalos de tempo de tela podem ajudar. Tente parar por 20 minutos a cada meia hora.
Pele irritada e rugas no pescoço?
Surgiu recentemente uma nova preocupação: o pescoço tecnológico causa rugas? O estresse repetitivo causa rugas. Por isso, inclinar-se para frente e dobrar o pescoço todo o tempo pode ser um problema.
Prejuízos à visão
A incidência de miopia vem disparando há décadas. E, se considerarmos o que terá mudado na nossa vida durante período, é fácil apontar a tecnologia como sendo a culpada.
Uma questão fundamental foi se há ou não conexão entre a miopia e o “trabalho de perto” — tarefas que mantêm você concentrado em algo que está perto do seu rosto, como o celular.
“A resposta foi ‘não exatamente'”, segundo o professor. Mas o estudo descobriu outro motivo: o tempo passado fora de casa parece ter efeito protetor.
Enfraquecimento das mãos
Os cientistas consideram cada vez mais a força de aperto das mãos como um indicador da saúde geral das pessoas.
Um estudo concluiu que este fator prevê a morte precoce melhor do que a pressão arterial. E a força das mãos está em declínio em muitos países, especialmente entre os mais jovens.
“Existe uma preocupação razoável de que a mudança para o trabalho sedentário junto ao computador colabore com o declínio das condições físicas”, segundo ele. E é plausível que também haja efeitos sobre a força de aperto das mãos.
Mas a questão não é apenas aumentar a força de aperto das mãos, mas sim melhorar as condições físicas como um todo. Ou seja, neste caso, dê um pulo na academia.
Coordenação entre as mãos e os olhos
Aparentemente, a tecnologia também afeta as habilidades motoras, que conectam a mente e o corpo para gerar movimentos precisos.
Se você examinar o desenvolvimento da coordenação motora como um todo, particularmente as habilidades motoras finas, as evidências convergem para um efeito negativo sobretudo nas crianças. A pesquisa mostra uma associação entre o aumento do tempo de tela e a pouca coordenação motora.
Não é o caso de proibir as telas, mas introduzir atividades manuais no seu dia a dia. Tarefas manuais continuadas podem ajudar, como cozinhar ou se dedicar ao artesanato.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Technology.
Resumo: Dito Ballio

