Uma nova pesquisa Datafolha, que será realizada entre quarta e sexta-feira desta semana, deverá oferecer um retrato atualizado da corrida presidencial de 2026 e medir o impacto de acontecimentos recentes que movimentaram o cenário político brasileiro. As informações foram antecipadas pelo colunista Lauro Jardim, em sua coluna deste domingo no jornal O Globo.
Além das tradicionais perguntas sobre intenção de voto e avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pesquisa explorará temas que ganharam destaque nas últimas semanas, como o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros e os desdobramentos da crise interna da extrema direita.
Entre as novidades do questionário estão perguntas destinadas a medir o impacto eleitoral da ofensiva comercial do governo Trump contra o Brasil. O Datafolha pretende verificar se o episódio alterou a percepção dos eleitores sobre as candidaturas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como principal representante do bolsonarismo na disputa presidencial.
Outro tema incluído no levantamento é o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, que aprofundou o conflito interno da família Bolsonaro ao atacar duramente o enteado. A pesquisa buscará identificar se esse episódio teve repercussão sobre a imagem do senador junto ao eleitorado.
O Datafolha também apresentará aos entrevistados diferentes simulações de segundo turno. Entre elas estarão confrontos entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula e Romeu Zema e Lula e Ronaldo Caiado.
O objetivo é medir a competitividade dos principais nomes cotados para enfrentar o atual presidente, caso ele confirme uma candidatura à reeleição.
Embora especialistas alertem para a necessidade de cautela ao comparar resultados de diferentes institutos, a nova rodada do Datafolha deverá servir como um importante termômetro da evolução do quadro eleitoral.
Além de medir a força dos principais pré-candidatos, o levantamento poderá indicar se acontecimentos recentes — como o tarifaço de Trump, as tensões dentro do bolsonarismo e a percepção da situação econômica — já começam a influenciar o comportamento do eleitorado na corrida presidencial de 2026.
Fonte: Brasil247 -Resumo de Dito Ballio

