saiba o que muda na internet dos seus filhos
Nova legislação eleva classificação de redes sociais, jogos online e programas com apostas para reforçar a proteção de crianças e adolescentes
O primeiro mês de vigência do ECA Digital trouxe mudanças profundas na forma como crianças e adolescentes acessam a internet no Brasil, com impacto direto sobre redes sociais, jogos eletrônicos e conteúdos televisivos.
Redes sociais passam a exigir maior idade
Uma das principais mudanças atinge as redes sociais mais populares entre jovens. Aplicativos como TikTok, Kwai, LinkedIn, Pinterest e Snapchat, que antes indicavam uso a partir de 12 ou 14 anos, passaram a ser considerados não recomendados para menores de 16 anos.
O WhatsApp e o Messenger tiveram a classificação ajustada para não recomendados para menores de 14 anos. Já o Quora recebeu a classificação mais restritiva: não recomendado para menores de 18 anos.
A reavaliação leva em conta não apenas conteúdos sensíveis, como violência, drogas ou linguagem imprópria, mas também aspectos estruturais das plataformas, como algoritmos de recomendação, interação com desconhecidos, publicidade direcionada e possibilidade de compras dentro dos aplicativos.
Apesar da elevação das faixas etárias, o ECA Digital não proíbe o acesso de menores a essas plataformas, mas estabelece parâmetros mais rigorosos para orientar famílias e responsáveis.
Jogos online também sofrem reclassificação
Os jogos eletrônicos, especialmente os mais populares entre crianças e adolescentes, também foram impactados pela nova legislação.
Títulos como Roblox, Fortnite e Free Fire passaram a ser não recomendados para menores de 16 anos, devido à presença de mecanismos de engajamento contínuo e sistemas de recomendação algorítmica.
Segundo o MJSP, estudos científicos apontam que o contato precoce com esse tipo de sistema pode aumentar o risco de vício em apostas na vida adulta.
Conteúdos com apostas entram no radar
Outra frente importante da nova regulação envolve conteúdos que associam entretenimento a apostas.
Nesse contexto, o Big Brother Brasil 26 foi reclassificado como não recomendado para menores de 16 anos, com exibição permitida apenas após as 22h na TV aberta.
Novo cenário digital exige atenção das famílias
Com a entrada em vigor do ECA Digital, o Brasil passa a adotar uma abordagem mais rigorosa na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Fonte: Brasil247

