Um jornalista do The Washington Post contou sobre um episódio que viveu envolvendo o SUS (Sistema Único de Saúde), em uma matéria publicada no domingo passado. Terrence McCoy sofreu um ferimento na cabeça ao fechar o porta-malas de seu carro em Paraty, no Rio de Janeiro, e se surpreendeu ao não pagar nada pelo atendimento médico.
Terrence estava voltando para a capital fluminense, pois seu filho estava com febre. Ao colocar as malas no carro, o porta-malas se fechou inesperadamente e bateu em sua cabeça, causando um ferimento com sangramento intenso.
Uma ambulância foi chamada, e ele foi levado ao atendimento público da cidade, no Hospital Hugo Miranda. Durante sua passagem por lá, foi atendido por um médico, levou pontos, fez um raio-X, uma tomografia computadorizada e recebeu medicação. Tudo sem nenhum custo.
Uma das surpresas foi ter sido atendido sem questionamentos. O jornalista relata que tudo ocorreu de forma eficiente, sem que ninguém pedisse seu número de identidade ou perguntasse se ele tinha condições de pagar pelo atendimento.
Terrence também reconheceu que o SUS enfrenta problemas. Correspondente internacional no Brasil há seis anos, ele afirmou que, embora o sistema atenda 70% da população, sofre com longas filas, greves e atrasos. Ainda assim, ressaltou que é melhor do que a realidade vivida por muitos nos Estados Unidos, onde não há atendimento gratuito disponível.
Filho de Terrence também foi atendido. A criança, que estava com febre, foi atendida por um pediatra após uma hora de espera e recebeu o diagnóstico de amigdalite, com a orientação necessária para o tratamento. “A conta do hospital do meu filho foi a mesma que a minha: US$ 0”, escreveu o jornalista.

