Por Tiago Aragão.
Itaberaba, nome tupi-guarini, significa “pedra que brilha”. Trata-se de uma cidade do sertão baiano, simpática e hospitaleira e com histórias interessantes, distante 260 quilômetros de Salvador.
Possui uma população estimada em setenta mil e é conhecida nacionalmente pela grande produção de abacaxi em suas terras semiáridas.
Conheça a Praça do Rosário onde fica a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, local de sua primeira capela e início de sua história.
A região foi palco de inúmeros conflitos entre os índios Maracás de raça Tapuias que habitavam a região. Índios guerreiros e grandes flecheiros, sempre terminavam em batalhas quando da invasão de suas terras pelos bandeirantes e colonos.
Inicialmente, bandeirantes entravam nessa disputa ou para escravizá-los ou em busca do ouro, logo adjacente na Serra do Orobó. Desde 1560, existem registros dessas batalhas na região.
A Serra do Orobó, por sua vez, abrigou os Quilombos de Orobó e de Andaraí.
Orobó foi o quilombo mais importante e temido da Bahia, o que levou a se organizar uma expedição em 1796, no intuito de eliminar a existência desses quilombos, fato ocorrido em 1798 com a prisão de apenas treze negros sendo que os demais teriam fugido da numerosa tropa de Bento José Pereira, nomeado para tal feito, para outros quilombos mais distantes.
O núcleo começa com a criação da fazenda São Simão pelo Capital Manoel Rodrigues Cajado em 1768, e pela aquisição dela por Antonio de Figueiredo Mascarenhas, o qual mandou construir, em 1806, uma bela Capela no centro de um pequeno outeiro em louvor a Nossa Senhora do Rosário.
Em pouco tempo, um núcleo urbano crescia ao redor dessa capela criando, assim, o povoado de Rosário do Orobó, posteriormente Nossa Senhora do Orobó e, por volta de 1850, passou a se chamar simplesmente Orobó.

