Me sirvo de alguns tópicos de um artigo do advogado Gilberto Marques Bruno para trazer um breve relato da história desse dia.
A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do Século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, de direito de voto.
Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas por direitos das mulheres trabalhadoras.
A primeira celebração se deu em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, seguida de manifestações e marchas em outros países europeus nos anos seguintes.
As manifestações uniam o movimento socialista, que lutavam por igualdade de direitos econômicos, sociais e trabalhistas ao movimento sufragista, que lutava por igualdade de direitos políticos.
Em 1910, durante uma conferência internacional das mulheres, que antecedeu a realização da reunião da Segunda Internacional Socialista de Copenhague, Dinamarca, foi estabelecido o Dia Internacional da Mulher, celebrado no ano seguinte no dia 19 de março por meio de numerosas manifestações em países como Alemanha, Áustria-Hungria, Dinamarca e Suíça.
A data da principal manifestação, se deu em 8 de março de 1917 e foi instituída como Dia Internacional da Mulher entre o movimento internacional socialista.
Nos países ocidentais, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920, tendo sido esquecido por longo tempo e somente recuperado pelo movimento feminista na década de 1960.
O ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em
dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.
Não podemos esquecer que em nosso país, as mulheres são a maioria da população (51,4%) e do eleitorado (52,1%), ocupam 55% do mercado de trabalho e respondem sozinhas, por cerca de 40% dos lares brasileiros.
Esses números deveriam falar por si, mas infelizmente não se traduzem em predomínio feminino na vida nacional. Do ponto de vista da política, não resultam sequer num desejável equilíbrio da presença de homens e mulheres que espelhasse as estatísticas e a demografia, seja no Poder Legislativo, no Poder Executivo e/ou no Poder Judiciário.
No mercado de trabalho, o desnível entre homens e mulheres não é diferente.
A discriminação persiste, com as mulheres recebendo, em média, 30% menos que os homens para cumprir as mesmas funções. Isso não é aceitável. Mudar tal realidade constitui-se hoje numa bandeira global, que deveria mobilizar toda a sociedade.
Na caminhada para ampliar o protagonismo feminino, é fundamental a maior
participação das mulheres na vida político-partidária. Com maior presença delas, dar-se-á um impulso importante para renovar o mundo da política, com reflexos positivos no cotidiano do país.
É certo que a ampliação de poderes, para o desenvolvimento das atividades no dia a dia da sociedade, ainda está distante do que efetivamente deveria ser!
Enfim, muito se tem por comemorar, não há dúvida, entretanto, muito ainda se tem por conquistar e isto só poderá evoluir na medida em que mulheres e homens, juntos, lado a lado, possam caminhar em busca da construção de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária! Feliz Dia Internacional da Mulher!
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

