{"id":7336,"date":"2025-07-05T00:20:31","date_gmt":"2025-07-05T03:20:31","guid":{"rendered":"https:\/\/rosarioitanews.com.br\/index2.php\/?p=7336"},"modified":"2025-07-05T00:20:31","modified_gmt":"2025-07-05T03:20:31","slug":"cientistas-detectam-batimentos-cardiacos-no-interior-do-planeta-na-etiopia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rosarioitanews.com.br\/index2.php\/cientistas-detectam-batimentos-cardiacos-no-interior-do-planeta-na-etiopia\/","title":{"rendered":"Cientistas detectam &#8216;batimentos card\u00edacos&#8217; no interior do planeta na Eti\u00f3pia."},"content":{"rendered":"\n<p>Nos \u00faltimos dias, ge\u00f3logos brit\u00e2nicos detectaram uma s\u00e9rie de pulsa\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas de material quente vindas do manto terrestre sob a regi\u00e3o de Afar, no nordeste da Eti\u00f3pia. O estudo, publicado na revista Nature Geoscience, descreve essas pulsa\u00e7\u00f5es como se fossem &#8220;batimentos card\u00edacos&#8221; do planeta \u2014 um processo c\u00edclico e profundo que pode estar redesenhando lentamente o mapa da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa analisou 130 amostras de rochas vulc\u00e2nicas com menos de 2,6 milh\u00f5es de anos, comparando-as com materiais mais antigos para entender a evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da regi\u00e3o. As an\u00e1lises revelaram a presen\u00e7a de uma pluma do manto \u2013 uma gigantesca coluna de rocha quente ascendente \u2014 que pulsa sob a crosta continental, comportamento raramente observado em plumas t\u00edpicas, que costumam surgir sob os oceanos. &#8220;A an\u00e1lise qu\u00edmica sugere que a pluma de Afar est\u00e1 pulsando, como um batimento card\u00edaco. Esses pulsos parecem se comportar de forma diferente dependendo da espessura da placa e da velocidade com que ela se separa&#8221;, explicou o ge\u00f3logo Tom Gernon, professor da Universidade de Southampton, no Reino Unido, em comunicado.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses &#8220;batimentos&#8221; s\u00e3o, na verdade, fluxos peri\u00f3dicos de material parcialmente derretido que sobem das profundezas e interagem com as placas tect\u00f4nicas, contribuindo para a abertura de grandes fendas no solo da Eti\u00f3pia. O fen\u00f4meno est\u00e1 ligado ao processo de ruptura continental, que pode, no futuro, levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um novo oceano entre as placas africanas. &#8220;Descobrimos que o manto abaixo de Afar n\u00e3o \u00e9 uniforme ou estacion\u00e1rio \u2013 ele pulsa, carregando assinaturas qu\u00edmicas distintas. Isso \u00e9 importante para a forma como pensamos sobre a intera\u00e7\u00e3o entre o interior da Terra e sua superf\u00edcie&#8221;, destacou a autora principal do estudo, Emma Watts, da Universidade de Swansea. Varia\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas<br>Segundo os pesquisadores, essas pulsa\u00e7\u00f5es se formam por varia\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas no manto, envolvendo tanto material reciclado por antigos processos tect\u00f4nicos quanto rocha primordial, preservada desde os prim\u00f3rdios do planeta. Fen\u00f4menos semelhantes j\u00e1 foram observados em outros pontos do globo, como nas Ilhas Can\u00e1rias, mas o caso de Afar se destaca por sua complexidade e profundidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o &#8216;Metr\u00f3poles&#8217;, a descoberta ajuda a entender melhor como a atividade profunda da Terra influencia fen\u00f4menos de superf\u00edcie como vulcanismo, terremotos e a pr\u00f3pria configura\u00e7\u00e3o dos continentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa evolu\u00e7\u00e3o das ressurg\u00eancias do manto profundo est\u00e1 intimamente ligada ao movimento das placas acima. Isso tem implica\u00e7\u00f5es profundas para o entendimento do vulcanismo e da ruptura continental&#8221;, concluiu Derek Keir, coautor da pesquisa e professor na Universidade de Southampton.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dias, ge\u00f3logos brit\u00e2nicos detectaram uma s\u00e9rie de pulsa\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas de material quente vindas do manto terrestre sob a regi\u00e3o de Afar, no nordeste da Eti\u00f3pia. 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