{"id":7252,"date":"2025-06-30T09:10:12","date_gmt":"2025-06-30T12:10:12","guid":{"rendered":"https:\/\/rosarioitanews.com.br\/index2.php\/?p=7252"},"modified":"2025-06-30T09:10:13","modified_gmt":"2025-06-30T12:10:13","slug":"02-de-julho-relembre-as-personalidades-da-independencia-maria-quiteria-maria-felipa-joana-angelica-corneteiro-lopes-e-joao-das-botas-herois-populares-que-desempenharam-papeis-importantes-na-libe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rosarioitanews.com.br\/index2.php\/02-de-julho-relembre-as-personalidades-da-independencia-maria-quiteria-maria-felipa-joana-angelica-corneteiro-lopes-e-joao-das-botas-herois-populares-que-desempenharam-papeis-importantes-na-libe\/","title":{"rendered":"02 de julho; Relembre as personalidades da independ\u00eancia: Maria Quit\u00e9ria, Maria Felipa, Joana Ang\u00e9lica, Corneteiro Lopes e Jo\u00e3o das Botas, her\u00f3is populares que desempenharam pap\u00e9is importantes na liberta\u00e7\u00e3o da Bahia."},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Maria Quit\u00e9ria:<br>Primeira mulher a ingressar nas for\u00e7as armadas brasileiras, lutou disfar\u00e7ada de homem na guerra de independ\u00eancia.<\/li>\n\n\n\n<li>Maria Felipa:<br>Baiana e negra, liderou um grupo que queimou embarca\u00e7\u00f5es portuguesas e \u00e9 reconhecida por sua bravura e participa\u00e7\u00e3o na luta.<\/li>\n\n\n\n<li>Joana Ang\u00e9lica:<br>Monja que se destacou por sua coragem ao tentar impedir a entrada de tropas portuguesas no Convento da Lapa, em Salvador.<\/li>\n\n\n\n<li>Corneteiro Lopes:<br>Negro alforriado que participou ativamente da luta e se tornou um s\u00edmbolo de resist\u00eancia popular.<\/li>\n\n\n\n<li>Jo\u00e3o das Botas:<br>L\u00edder de um grupo de pescadores e marinheiros que atuou na defesa do litoral baiano contra os portugueses.<\/li>\n\n\n\n<li>O Caboclo e a Cabocla:<br>Figuras simb\u00f3licas que representam a participa\u00e7\u00e3o do povo na luta pela independ\u00eancia, incluindo soldados regulares e volunt\u00e1rios, brancos pobres, ind\u00edgenas e negros. As guerras pela Independ\u00eancia do Brasil na Bahia foram marcadas por intensa participa\u00e7\u00e3o popular. Negros libertos e escravizados, profissionais liberais, senhores de engenho, ganhadeiras, professores e outros grupos se uniram em prol de um \u00fanico objetivo: expulsar os portugueses do pa\u00eds e acabar de vez com a explora\u00e7\u00e3o lusitana.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Inspirados pelos ideais dos iluministas franceses, que pregavam &#8220;Liberdade, Igualdade e Fraternidade&#8221;, eles se articularam para guerrear contra os portugueses. Para historiadores, o movimento representa um momento de transi\u00e7\u00e3o, quando pessoas comuns come\u00e7am a participar da vida pol\u00edtica de forma mais ampla, o que antes era restrito \u00e0s classes mais favorecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os combates mobilizaram milhares de moradores de cidades como Cachoeira e S\u00e3o F\u00e9lix, al\u00e9m da capital baiana. Alguns deles se destacaram e entraram para a hist\u00f3ria como her\u00f3is e hero\u00ednas da independ\u00eancia. O g1 reuniu alguns desses nomes &#8211; alguns deles, inscritos no livro de a\u00e7o do Pante\u00e3o da P\u00e1tria, em Bras\u00edlia, memorial c\u00edvico nacional que re\u00fane personalidades que ajudaram a construir a na\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Joana Ang\u00e9lica: No convento de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o da Lapa, onde atualmente fica o bairro de Nazar\u00e9, em Salvador, ocorreu uma das mais emblem\u00e1ticas mortes na luta pela Independ\u00eancia do Brasil na Bahia. Em fevereiro de 1822, a madre superiora do espa\u00e7o religioso, Joana Ang\u00e9lica, se colocou \u00e0 frente do templo para impedir a invas\u00e3o por portugueses e foi morta com um golpe de baioneta. O epis\u00f3dio inflamou ainda mais o povo contra os colonizadores e aumentou o clima de tens\u00e3o, que culminou com batalhas que viriam a seguir. O nome da Abadessa consta no Pante\u00e3o da P\u00e1tria.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Quit\u00e9ria: Maria Quit\u00e9ria foi a primeira mulher a integrar o Ex\u00e9rcito Brasileiro. Ela fugiu de casa e se fingiu de homem para se alistar e guerrear no rec\u00f4ncavo, sob a alcunha de soldado Medeiros. N\u00e3o demorou para a farsa ser descoberta, no entanto, ela foi mantida porque era uma das melhores atiradoras da tropa. Por causa dela, a saia foi incorporada ao uniforme oficial e, com \u00e1gua na altura da cintura, comandou um grupo de mulheres na luta contra os portugueses na Barra do Paragua\u00e7u, entre outros confrontos. Al\u00e9m de ter o nome reconhecido no Pante\u00e3o da P\u00e1tria, ela \u00e9 homenageada com uma est\u00e1tua no Largo da Soledade, no bairro da Lapinha, em Salvador. O distrito de S\u00e3o Jos\u00e9 das Itapororocas, em Feira de Santana, mudou de nome para homenagear sua filha ilustre Maria Quit\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Felipa: No antigo Arraial da Ponta das baleias, atual munic\u00edpio de Itaparica, nasceu Maria Felipa, uma das hero\u00ednas das lutas da Independ\u00eancia. Praticamente n\u00e3o h\u00e1 documentos e registros oficiais que comprovem a exist\u00eancia dela, entretanto, Maria Felipa est\u00e1 imortalizada a partir das mem\u00f3rias do povo e teve o nome gravado no Pante\u00e3o da P\u00e1tria. Escravizada liberta, pescadora e marisqueira, comandou dezenas de mulheres, ind\u00edgenas, negros livres, escravizados e at\u00e9 portugueses que eram a favor do movimento libert\u00e1rio. Junto com o grupo, ela construiu trincheiras, vigiou praias, queimou embarca\u00e7\u00f5es e participou de combates contra as tropas lusitanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o das Botas: Jo\u00e3o Francisco de Oliveira, conhecido como Jo\u00e3o das Botas, tamb\u00e9m viveu em Itaparica e foi um dos fundadores da Marinha Brasileira. Segundo tenente da Tropa Imperial, Jo\u00e3o abandonou a armada portuguesa para lutar contra os compatriotas. Experiente, organizou grupos que atuaram nos combates nas \u00e1guas da ba\u00eda de Todos-os-Santos. Entre os destaques, est\u00e3o a batalha do Canal do Funil, quando, em pequenas embarca\u00e7\u00f5es, ele atingiu navios portugueses. Jo\u00e3o tamb\u00e9m liderou uma tropa que impediu o desembarque de rivais que queriam tomar a Ilha de Itaparica. O reconhecimento por esses feitos est\u00e1 no mar, j\u00e1 que a regata mais famosa de Salvador leva o nome do tenente, e no Pante\u00e3o da P\u00e1tria.<\/p>\n\n\n\n<p>Frei Brayner e os Encourados de Pedr\u00e3o: Da cidade de Pedr\u00e3o, no sert\u00e3o baiano, saiu um dos movimentos populares mais destemidos das lutas da Independ\u00eancia. No final de 1822, 39 soldados volunt\u00e1rios deixaram as fam\u00edlias para se juntar ao ex\u00e9rcito libertador. Todos foram recrutados pelo Frei Maria do Sacramento Brayner, religioso que ficou preso em Salvador durante quatro anos por ter participado da revolu\u00e7\u00e3o pernambucana, e que resolveu permanecer na Bahia para participar das batalhas. Eles foram para o combate vestidos de vaqueiros e ficaram conhecidos como os \u201cEncourados de Pedr\u00e3o\u201d. Sem treinamento militar, avan\u00e7aram em cavalaria para a capital e ajudaram a impedir a chegada de armas e alimentos para as tropas portuguesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Corneteiro Lopes: O cabo Luiz Lopes era portugu\u00eas, mas aderiu \u00e0s lutas locais e enfrentou os compatriotas. Na decisiva batalha de Piraj\u00e1, em Salvador, quando a guerra parecia perdida, o comandante brasileiro Barros Falc\u00e3o ordenou o recuo das for\u00e7as nacionais. Era grande a diferen\u00e7a num\u00e9rica das tropas, mas uma atitude ousada do cabo fez com que o jogo virasse. Em vez de acatar o pedido de recuo, Luiz Lopes soou a corneta para os oficiais avan\u00e7arem com a cavalaria e degolarem os inimigos. Os invasores pensaram que as tropas brasileiras tivessem ganhado refor\u00e7o e partiram em retirada, sendo perseguidos pelo ex\u00e9rcito libertador.<\/p>\n\n\n\n<p>Tambor Soledade: Em Cachoeira, no rec\u00f4ncavo baiano, o soldado Manoel Soledade usava o tambor para alertar as tropas locais sobre a chegada dos inimigos durante as lutas da Independ\u00eancia, por isso, ele ficou conhecido como &#8220;Tambor Soledade&#8221;. Sem documentos oficiais de nascimento e de morte, diversas vers\u00f5es sobre a vida do soldado s\u00e3o contadas por pesquisadores. Uma delas prevaleceu nas mem\u00f3rias popular: a de que morreu na Pra\u00e7a da Aclama\u00e7\u00e3o, atingido por um tiro de canh\u00e3o disparado de uma embarca\u00e7\u00e3o portuguesa. A morte dele inflamou ainda mais as lutas, que se intensificaram de Cachoeira a Salvador, e tiveram fim em 2 de julho de 1823. Homem negro, do povo, Tambor Soledade morreu sem presenciar o triunfo contra as tropas lusitanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Cacique Bartolomeu Jacar\u00e9: A Casa da Torre Garcia D&#8217; \u00c1vila, em Mata de S\u00e3o Jo\u00e3o, na Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador, foi uma importante base de opera\u00e7\u00f5es das lutas. Al\u00e9m da posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, o lugar fazia parte do maior latif\u00fandio do pa\u00eds e reunia mais de tr\u00eas mil pessoas, entre negros livres e escravizadas, que se juntaram nos combates contra os portugueses. Em novembro de 1822, um deles ganhou protagonismo por comandar uma tropa formada por ind\u00edgenas Tapuias do litoral norte: o cacique Bartolomeu Jacar\u00e9. Sob a lideran\u00e7a dele, a tropa se destacou pela excel\u00eancia no uso de arcos e flechas na ic\u00f4nica batalha de Piraj\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Labatut: As lutas da Independ\u00eancia do Brasil na Bahia ganharam um novo rumo com a chegada do General Pedro Labatut. Conhecido como &#8220;pirata do caribe&#8221;, o militar franc\u00eas integrou o ex\u00e9rcito de Napole\u00e3o Bonaparte e tinha vasta experi\u00eancia nas guerras da Am\u00e9rica Espanhola. Ele foi chamado liderar os militares libertadores e trouxe o refor\u00e7o de 250 soldados, al\u00e9m de 8 mil armas. O general foi decisivo na organiza\u00e7\u00e3o do batalh\u00e3o de volunt\u00e1rios e comandou a tropa na famosa batalha de Piraj\u00e1. Em reconhecimento, foi constru\u00eddo na regi\u00e3o dos confrontos um monumento que abriga um busto e tamb\u00e9m os restos mortais do militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Lima e Silva: A principal rua do bairro da Liberdade, em Salvador, recebe o nome de um dos her\u00f3is da Independ\u00eancia do Brasil na Bahia. O militar carioca Jos\u00e9 Joaquim de Lima e Silva assumiu a chefia das tropas seis semanas antes do fim das batalhas, substituindo, o General Labatut, deposto e preso ap\u00f3s den\u00fancias de arbitrariedades e consequente revolta de oficiais brasileiros. Lima e Silva reorganizou as tropas e fechou o cerco contra os rivais. Sem ter como receber itens de primeira necessidade, os portugueses se viram obrigados a recuar.<\/p>\n\n\n\n<p>Lord Cochrane: Na ba\u00eda de Todos-os-Santos, um oficial escoc\u00eas se destacou como um dos protagonistas das lutas da independ\u00eancia. Com fama de &#8220;lobo do mar&#8221;, o experiente Lord Crochrane foi contratado para ser o Primeiro Almirante da Marinha Nacional. Ele fez bloqueios mar\u00edtimos para impedir a chegada de suprimentos para as tropas portuguesas, j\u00e1 cercadas por terra pelo ex\u00e9rcito libertador, capturou embarca\u00e7\u00f5es e fez lusitanos prisioneiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Por: Tiago Arag\u00e3o (da equipe do Voz da Comunidade)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inspirados pelos ideais dos iluministas franceses, que pregavam &#8220;Liberdade, Igualdade e Fraternidade&#8221;, eles se articularam para guerrear contra os portugueses. Para historiadores, o movimento representa um momento de transi\u00e7\u00e3o, quando pessoas comuns come\u00e7am a participar da vida pol\u00edtica de forma mais ampla, o que antes era restrito \u00e0s classes mais favorecidas. 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