{"id":6605,"date":"2025-06-08T12:25:49","date_gmt":"2025-06-08T15:25:49","guid":{"rendered":"https:\/\/rosarioitanews.com.br\/index2.php\/?p=6605"},"modified":"2025-06-08T12:25:50","modified_gmt":"2025-06-08T15:25:50","slug":"censo-2022-catolicos-seguem-em-queda-evangelicos-e-sem-religiao-crescem-no-pais-dados-divulgados-em-06-06-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rosarioitanews.com.br\/index2.php\/censo-2022-catolicos-seguem-em-queda-evangelicos-e-sem-religiao-crescem-no-pais-dados-divulgados-em-06-06-2025\/","title":{"rendered":"Censo 2022: cat\u00f3licos seguem em queda; evang\u00e9licos e sem religi\u00e3o crescem no pa\u00eds. Dados divulgados em 06\/06\/2025"},"content":{"rendered":"\n<p>O Censo Demogr\u00e1fico de 2022 mostrou a consolida\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as do perfil religioso do Brasil. O catolicismo apost\u00f3lico romano, que em 2010 concentrava 65,1% (105,4 milh\u00f5es) da popula\u00e7\u00e3o de 10 anos ou mais, passou a representar 56,7% (100,2 milh\u00f5es) em 2022, uma redu\u00e7\u00e3o de 8,4 pontos percentuais (p.p.). Por outro lado, observou-se o aumento de 5,2 p.p. na propor\u00e7\u00e3o de evang\u00e9licos, passando de 21,6% em 2010 (35 milh\u00f5es) para 26,9% em 2022 (47,4 milh\u00f5es). As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Censo Demogr\u00e1fico 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas que se declararam sem religi\u00e3o teve um aumento de 1,3 p.p. entre 2010 e 2022, passando de 7,9% para 9,3%. Tamb\u00e9m houve aumento nas religi\u00f5es de umbanda e candombl\u00e9 (de 0,3 % em 2010 para 1,0%, em 2022) e outras religiosidades (de 2,7% para 4,0%). Houve pequeno decl\u00ednio na religi\u00e3o esp\u00edrita (de 2,2% para 1,8%). As religiosidades de tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas representaram 0,1% das declara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm 150 anos de recenseamento de religi\u00e3o, muita coisa mudou no pa\u00eds e na sociedade como um todo\u201d, comenta a analista respons\u00e1vel pelo tema, Maria Goreth Santos, referindo-se ao primeiro Censo. \u201cEm 1872, o recenseador deveria assinalar cada pessoa como \u2018cath\u00f3lico\u2019 ou \u2018acath\u00f3lico\u2019, conforme grafia da \u00e9poca; n\u00e3o havia outra op\u00e7\u00e3o de religiosidade\u201d, explica Maria Goreth. \u201cAl\u00e9m disso, a popula\u00e7\u00e3o escravizada era toda contada como cat\u00f3lica, seguindo a declara\u00e7\u00e3o do senhor da casa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, as informa\u00e7\u00f5es sobre religi\u00e3o no Brasil contemplam variados grupos e subgrupos. \u201cAs transforma\u00e7\u00f5es sociais t\u00eam resultado em modifica\u00e7\u00f5es na metodologia do Censo ao longo de todas essas d\u00e9cadas. C\u00f3digos, banco descritor, estrutura classificat\u00f3ria e incorpora\u00e7\u00e3o de novas declara\u00e7\u00f5es religiosas foram sendo necess\u00e1rios para retratar a diversidade religiosa no Brasil da forma mais fidedigna poss\u00edvel\u201d, afirma Maria Goreth.<\/p>\n\n\n\n<p>O catolicismo foi a religi\u00e3o predominante em todas as grandes regi\u00f5es do pa\u00eds, tendo sua maior concentra\u00e7\u00e3o no Nordeste (63,9%), seguido da Regi\u00e3o Sul (62,4%), e a menor propor\u00e7\u00e3o na Regi\u00e3o Norte (50,5%). J\u00e1 os evang\u00e9licos variam entre 36,8%, na Regi\u00e3o Norte, e 22,5%, no Nordeste. A maior propor\u00e7\u00e3o dos que se declaram esp\u00edritas est\u00e1 na Regi\u00e3o Sudeste, com 2,7%; para umbandistas e candomblecistas, nas regi\u00f5es Sul (1,6%) e Sudeste (1,4%). Os que se declararam sem religi\u00e3o est\u00e3o mais presentes na Regi\u00e3o Sudeste, com 10,5 %, onde tamb\u00e9m \u00e9 mais alta a propor\u00e7\u00e3o de outras religiosidades (4,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>Das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, 13 contam com propor\u00e7\u00e3o de cat\u00f3licos apost\u00f3licos romanos superior \u00e0 m\u00e9dia nacional (56,7%), na popula\u00e7\u00e3o com 10 anos ou mais de idade. A maior propor\u00e7\u00e3o foi registrada no Piau\u00ed (77,4%), que tamb\u00e9m \u00e9 o estado com menor percentual de evang\u00e9licos (15,6%). As menores propor\u00e7\u00f5es de cat\u00f3licos apost\u00f3licos romanos foram encontradas em Roraima (37,9%), Rio de Janeiro (38,9) e Acre (38,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos evang\u00e9licos, a maior propor\u00e7\u00e3o foi registrada no Acre (44,4%), e a menor no Piau\u00ed (15,6%). A maior propor\u00e7\u00e3o de esp\u00edritas foi encontrada no Rio de Janeiro (3,5%), enquanto a maior propor\u00e7\u00e3o de praticantes de Umbanda e Candombl\u00e9 foi registrada no Rio Grande do Sul (3,2%) \u2013 ambas as posi\u00e7\u00f5es j\u00e1 haviam sido registradas em 2010. Roraima registrou a maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas sem religi\u00e3o (16,9%), de outras religiosidades (7,8%) e de adeptos de tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas (1,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas sem religi\u00e3o s\u00e3o 9,3% dos brasileiros; maioria s\u00e3o homens.<\/p>\n\n\n\n<p>O Censo 2022 mostrou que a popula\u00e7\u00e3o que se declara sem religi\u00e3o continua aumentando, passando de 7,9% em 2010, para 9,3% em 2022, chegando a 16,4 milh\u00f5es neste \u00faltimo Censo. A maioria s\u00e3o homens, que representam 56,2% ou 9,2 milh\u00f5es de pessoas de 10 anos ou mais de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Sudeste, com 10,6% de sua popula\u00e7\u00e3o declarada como sem religi\u00e3o, foi a \u00fanica com propor\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia do pa\u00eds, representando 7,9 milh\u00f5es de pessoas. A menor propor\u00e7\u00e3o estava na Regi\u00e3o Sul, 7,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, as maiores propor\u00e7\u00f5es de pessoas sem religi\u00e3o estavam em Roraima e Rio de Janeiro (ambas com 16,9%); as menores estavam no Piau\u00ed (4,3%), Cear\u00e1 (5,3%) e Minas Gerais (5,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>Evang\u00e9licos t\u00eam perfil mais jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os cat\u00f3licos apost\u00f3licos romanos sejam a maioria em todos os grupos de idade, sua propor\u00e7\u00e3o variou entre 52,0%, no grupo de 10 a 14 anos de idade, a 72,0%, no grupo de 80 anos ou mais. Entre os evang\u00e9licos, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 inversa: a maior propor\u00e7\u00e3o (31,6%) se encontra no grupo mais jovem, de 10 a 14 anos, e o grupo de 80 anos ou mais representou a menor propor\u00e7\u00e3o, com 19,0%. O grupo sem religi\u00e3o atingiu sua propor\u00e7\u00e3o m\u00e1xima na faixa entre 20 e 24 anos (14,3%) e a m\u00ednima entre a popula\u00e7\u00e3o com 80 anos ou mais de idade (4,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>Na desagrega\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o por cor ou ra\u00e7a, o Censo 2022 revelou que, entre as pessoas brancas, 60,2% se identificavam como cat\u00f3licas apost\u00f3licas romanas, 23,5% se identificavam como evang\u00e9licas e 8,4%, como sem religi\u00e3o. Pessoas com cor ou ra\u00e7a ind\u00edgena apresentaram a maior propor\u00e7\u00e3o de evang\u00e9licos (32,2%), enquanto pessoas amarelas apresentaram o menor (14,3%). As maiores propor\u00e7\u00f5es de esp\u00edritas (3,2%), outras religiosidades (13,6%) e sem religi\u00e3o (16,2%) se encontram entre pessoas de cor ou ra\u00e7a amarela.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na distribui\u00e7\u00e3o de cada grupo religioso por cor ou ra\u00e7a, verificou-se que o grupo esp\u00edrita era composto em sua maioria por pessoas brancas (63,8%) e pardas (26,3%). Entre os evang\u00e9licos, a maioria era de cor ou ra\u00e7a parda (49,1%) e apenas 0,2% eram amarelas. Entre os umbandistas e candomblecistas, os maiores percentuais eram de brancos (42,7%) e pardos (26,3%). Entre a popula\u00e7\u00e3o de tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, 74,5% eram de pessoas de cor ou ra\u00e7a ind\u00edgena. Entre os sem religi\u00e3o, os maiores percentuais estavam entre pardos (45,1%) e brancos (39,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>Esp\u00edritas t\u00eam os melhores n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as pessoas de 25 anos ou mais de idade, os esp\u00edritas apresentaram os menores percentuais de indiv\u00edduos sem instru\u00e7\u00e3o e com ensino fundamental incompleto (11,3%). \u00c9 tamb\u00e9m o grupo com o maior percentual de n\u00edvel superior completo (48,0%), uma diferen\u00e7a de 29,6 p.p. em rela\u00e7\u00e3o ao total do pa\u00eds (18,4%). J\u00e1 entre os cat\u00f3licos romanos, 38,0% s\u00e3o sem instru\u00e7\u00e3o e com ensino fundamental incompleto e apenas 18,0% t\u00eam n\u00edvel superior completo. As pessoas de tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas t\u00eam os percentuais mais elevados para os sem instru\u00e7\u00e3o e com ensino fundamental incompleto (53,6%), uma diferen\u00e7a de 18,4 p.p. em rela\u00e7\u00e3o ao total Brasil (35,6%) para o mesmo n\u00edvel. Entre os evang\u00e9licos, a maior propor\u00e7\u00e3o \u00e9 no n\u00edvel m\u00e9dio e superior incompleto, com 35,2%, seguido por sem instru\u00e7\u00e3o e com ensino fundamental incompleto, com 34,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os esp\u00edritas tamb\u00e9m detinham as menores taxas de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais de idade, com 1,0%, seguidos pelos umbandistas\/candomblecistas (2,5%) e outras religiosidades (3,0%). As taxas de analfabetismo mais altas se encontravam nos grupos de tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas (24,6%) e cat\u00f3licos apost\u00f3licos romanos (7,8%), ambas acima do \u00edndice nacional (7,0%). \u201cNo caso dos cat\u00f3licos, esse resultado relaciona-se ao j\u00e1 mencionado perfil et\u00e1rio mais envelhecido desse grupo. No caso das tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, essa taxa de analfabetismo superior \u00e9 esperada, considerando que 74,5% desse grupo \u00e9 de pessoas de cor ou ra\u00e7a ind\u00edgena, que, como um todo, j\u00e1 apresenta taxa de analfabetismo mais elevada\u201d, explica o analista Bruno Mandelli Perez.<\/p>\n\n\n\n<p>Censo 2022 traz novas informa\u00e7\u00f5es sobre tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o, o Censo aperfei\u00e7oou sua forma de capta\u00e7\u00e3o das respostas sobre religiosidade nas terras ind\u00edgenas ou agrupamentos ind\u00edgenas. Enquanto, para a popula\u00e7\u00e3o em geral, a pergunta sobre religi\u00e3o foi: \u201cQual \u00e9 sua religi\u00e3o ou culto?\u201d, nas Terras Ind\u00edgenas e nos Setores Censit\u00e1rios de agrupamentos ind\u00edgenas, a reda\u00e7\u00e3o do quesito foi alterada para \u201cQual a sua cren\u00e7a, ritual ind\u00edgena ou religi\u00e3o?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa adapta\u00e7\u00e3o foi elaborada para o melhor entendimento desse grupo populacional espec\u00edfico, como explica Marta Antunes, coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE. \u201cAs diversas express\u00f5es da religiosidade ind\u00edgena foram reunidas em complexos rituais organizados por etnia ou povo praticante, permitindo assim um registro de cren\u00e7as e rituais ind\u00edgenas mais aprofundado\u201d. A\u00ed se incluem rituais de festas, dan\u00e7as e pinturas corporais de momentos rituais espec\u00edficos, assim como rituais mais vinculados a um povo, como o ritual Yrerua, entre os Uru Eu Wau Wau, exemplifica Marta.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais detalhes sobre essa composi\u00e7\u00e3o ser\u00e3o abordados nas divulga\u00e7\u00f5es definitivas dos resultados da amostra para os povos ind\u00edgenas, prevista para o segundo semestre de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia IBGE Not\u00edcias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Censo Demogr\u00e1fico de 2022 mostrou a consolida\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as do perfil religioso do Brasil. O catolicismo apost\u00f3lico romano, que em 2010 concentrava 65,1% (105,4 milh\u00f5es) da popula\u00e7\u00e3o de 10 anos ou mais, passou a representar 56,7% (100,2 milh\u00f5es) em 2022, uma redu\u00e7\u00e3o de 8,4 pontos percentuais (p.p.). 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