{"id":5841,"date":"2024-03-08T13:21:10","date_gmt":"2024-03-08T16:21:10","guid":{"rendered":"https:\/\/rosarioitanews.com.br\/?p=5841"},"modified":"2024-03-08T13:21:23","modified_gmt":"2024-03-08T16:21:23","slug":"a-cada-24-horas-ao-menos-oito-mulheres-sao-vitimas-de-violenciadados-contabilizam-casos-de-2023-em-oito-estados-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rosarioitanews.com.br\/index2.php\/a-cada-24-horas-ao-menos-oito-mulheres-sao-vitimas-de-violenciadados-contabilizam-casos-de-2023-em-oito-estados-brasileiros\/","title":{"rendered":"A cada 24 horas, ao menos oito mulheres s\u00e3o v\u00edtimas de viol\u00eancia Dados contabilizam casos de 2023 em oito estados brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/rosarioitanews.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/2024-03-09-001517_157323-1-3.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>No ano de 2023, ao menos oito mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica a cada 24 horas. Os dados referem-se a oito dos nove estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a (BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ, SP).<br>A informa\u00e7\u00e3o consta do novo boletim Elas Vivem: Liberdade de Ser e Viver, divulgado nesta quinta-feira (7). Ao todo, foram registradas 3.181 mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, representando um aumento de 22,04% em rela\u00e7\u00e3o a 2022, quando Par\u00e1 e Amazonas ainda n\u00e3o faziam parte deste monitoramento.<br>Amea\u00e7as, agress\u00f5es, torturas, ofensas, ass\u00e9dio, feminic\u00eddio. S\u00e3o in\u00fameras as viol\u00eancias sofridas que n\u00e3o come\u00e7am ou se esgotam nas mortes registradas. Os dados monitorados apontaram 586 v\u00edtimas de feminic\u00eddios. Isso significa dizer que, a cada 15 horas, uma mulher morreu em raz\u00e3o do g\u00eanero, majoritariamente pelas m\u00e3os de parceiros ou ex-parceiros (72,7%), que usaram armas brancas (em 38,12% dos casos), ou por armas de fogo (23,75%).<br>\u201cA mobiliza\u00e7\u00e3o contra o feminic\u00eddio e outras formas de viol\u00eancia salva vidas. N\u00f3s j\u00e1 perdemos mulheres demais, e ainda perderemos. \u00c9 a den\u00fancia incans\u00e1vel que preservar\u00e1 a vida de tantas outras\u201d, disse a jornalista Isabela Reis, que assina o principal texto desta edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio.<br>Estados<br>O novo boletim ampliou a \u00e1rea de monitoramento. Pela primeira vez, o Par\u00e1 est\u00e1 entre as regi\u00f5es mapeadas, ocupando a quinta posi\u00e7\u00e3o no ranking entre os oito estados com 224 eventos de viol\u00eancia contra mulheres. No contexto da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, est\u00e3o as desigualdades sociais e o garimpo, que agravam essas din\u00e2micas violentas, segundo o relat\u00f3rio.<br>Na compara\u00e7\u00e3o com 2022, os dados mostram S\u00e3o Paulo como o \u00fanico estado a ultrapassar mil eventos de viol\u00eancia \u2013 alta de 20,38% (de 898 para 1.081). Em seguida vem o Rio de Janeiro, que registrou 13,94% (de 545 para 621) a mais que no ano anterior. J\u00e1 o Piau\u00ed, embora registre menos casos em n\u00fameros absolutos, \u00e9 o estado que registrou a maior taxa de crescimento: quase 80% de alta em um ano (de 113 para 202).<br>Tamb\u00e9m no Nordeste, com 319 casos de viol\u00eancia, Pernambuco registrou 92 feminic\u00eddios. A Bahia lidera em n\u00famero de morte de mulheres (199), o Cear\u00e1 \u00e9 o estado com maior registro de transfeminic\u00eddios (7) e o Maranh\u00e3o lidera os crimes de viol\u00eancia sexual\/estupro (40 ocorr\u00eancias).<br>Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano de 2023, ao menos oito mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica a cada 24 horas. 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